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terça-feira, 1 de outubro de 2013

FLORES DE PERDÃO


"e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa" (Mateus 5:40).

Um dia, quando Stan Mooneyham caminhava ao longo de uma trilha na África Oriental com alguns amigos, sentiu um delicioso perfume no ar. Ele olhou para cima, nas árvores, e ao redor, nos arbustos, tentando descobrir de onde vinha aquela maravilhosa fragrância. Percebendo o esforço de Stan, seus amigos lhe disseram que olhasse para baixo, para as pequenas flores azuis ao longo do caminho. Enquanto eles esmagavam as minúsculas flores com os pés, elas lançavam seu perfume no ar. Seus amigos lhe disseram: "Nós as chamamos de flores do perdão". Elas não esperam que lhe peçamos perdão por esmagá-las. Não lançam seu perfume em pequenas doses, nem aguardam que façamos com elas um acordo recíproco. Não esperam por desculpas; elas perdoam livremente, completamente, ricamente. Que exemplo comovedor de perdão ultrajante!

E nós, estamos prontos e dispostos a perdoar? Estamos preparados para esquecer o mal que nos fazem e, em vez de revidar ou de nos vingar, entendemos que o Senhor deseja que nossas atitudes, mesmo quando somos feridos, sejam de puro amor? Estamos convictos que devemos brilhar mesmo quando as dores nos estimulem a manter a luz apagada?

O revide mais eficaz de um verdadeiro cristão está em estender a mão a quem lhe vira as costas; é sorrir com simpatia a quem lhe fecha o semblante com rancor; é ajudar a vencer a alguém que trabalhe para que só alcance derrotas.

O mundo jaz no maligno -- nós caminhamos na presença de Deus. O mundo armazena egoísmo -- nós distribuímos generosidade. O mundo prega a incredulidade -- nós cremos e compartilhamos fé.

Se uma pessoa insistir em tirar-lhe a paz, aproveite e ofereça-lhe também o seu amor, a sua esperança, a sua
alegria, a sua vida abundante, uma mão para ajudá-la a chegar ao Céu.

Semeie, a cada dia, flores de perdão em seu coração. O mundo ao seu redor será muito mais bonito, mais agradável, mais perfumado.
Paulo Barbosa
Um cego na Internet
Ministério Para Refletir - 17 anos de vitórias!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Pr. Claudio Duarte. Quebra Tudo no Café de Pastores,Conhecimento Profundo.

Excelente palestra do Pr. Cláudio Duarte para liderança. Tire alguns minutos do seu tempo e assista, vale a pena.

sábado, 6 de julho de 2013

ASSUNTOS PARTICULARES

Então, José, não podendo conter diante de todos os que estavam com ele, bradou: fazei sair todos da minha presença! e ninguém ficou com ele, quando José deu a conhecer a seus Irmãos. Gênesis 45.1

Uma das coisas que me chamam a atenção em José não é somente sua fidelidade, mas sua prudencia. José não discutia assuntos particulares delicados na presença de quem é do Egito. Muitas vezes falamos coisas do povo de Deus diante daqueles que nada tem a com a Aliança. Quem é do Egito não precisa saber da tua vida particular. Que sejamos prudentes, pois agindo assim evitaremos muitos escândalos. Deus nos abençoe!
Pr. Hugo Araújo.
(Enviado por e-mail)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

SOBRE A UNIDADE


Como devemos entender aquela "unidade", que deve existir entre os cristãos, solicitada por Jesus? (João 17.21). A "unidade" como uma "unificação" de pensamentos ou de atitudes me parece algo difícil de ser concretizado neste mundo, porque fomos inseridos numa sociedade pluralista e criados em sistemas educacionais bem diversificados. Na igreja não é diferente! Se numa mesma linha teológica já há divergências, quanto mais numa diversidade de teologias! Eu penso que a unidade requerida por Jesus é a "unidade da fé", ou seja, a de uma fé comum, sendo ele próprio a origem e o alvo dessa fé adotada pelos seus seguidores. Por isso ele dizia que quem não era contra ele, era por ele, mesmo que não pertencesse àquele grupo que o acompanhava (Lucas 9.49,50). Quando Jesus se refere a essa unidade, a meu ver, ele não está exigindo que todos adotem uma mesma linha teológica humana. Ele nem mesmo se preocupou em nomear a sua igreja, considerando-a apenas como "a minha igreja" (Mateus 16.18), para que ninguém se arrogasse o direito de considerar a igreja que frequenta como sendo a única verdadeira. A unidade a que Jesus se refere, penso eu, é aquela que une as pessoas em uma mesma fé bíblica. Neste sentido, já somos "um" em Cristo, porque possuímos a mesma fé nele e compartilhamos de uma salvação comum. Até que cheguemos "à medida da estatura da plenitude de Cristo" (Efésios 4.13), estaremos sendo aperfeiçoados nessa unidade. (João 17.23).

Pb. Samuel Junqueira
(Enviado via e-mail)

quarta-feira, 22 de maio de 2013

OS PROBLEMAS DELES... OU MEUS


"Esconde o teu rosto dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniquidades" (Salmos 51:9).

Um homem foi visitar um psiquiatra. Ele tinha uma fatia grossa de toucinho em cada orelha e um ovo em cima de sua cabeça. Disse o homem: "Doutor, eu preciso conversar com o senhor sobre um problema de minha esposa." Dr. Jerry Vines (Serviços de Capelania, 22/04/1997)

Nem todos nós temos problemas de saúde mental como aquele homem, porém, muitos de nós temos a mesma mania de achar que os problemas, os erros, as falhas e as imperfeições estão sempre nas outras pessoas. Estamos certos e todos estão errados. Somos os santos e os demais são os pecadores.

Na igreja, os resultados não são os melhores porque o irmão fulano e a irmã beltrana não levam a obra de Deus a sério. No trabalho, enquanto nos esforçamos e damos o que temos de mais positivo, outros são relaxados e preguiçosos. Em nossos relacionamentos,as coisas vão de mal a pior porque os amigos
se mostram indiferentes e alheios às circunstâncias. Os defeitos são deles e as virtudes são nossas.

Por que não somos inteiramente felizes? Por que não conseguimos realizar nossos sonhos? Por que nossos objetivos são sempre interrompidos? Por que caminhamos sem parar e não chegamos a lugar algum? Quem é o culpado de nosso aparente fracasso?

É provável que ninguém seja culpado, nem mesmo nós mesmos. O que nos falta é dedicação, determinação, confiança plena no Deus que está ao nosso lado e prometeu nos ajudar. O que nos falta é deixar de lado todo o desânimo, toda a inquietação, todas as murmurações e lamentações. Falta-nos fé -- e o Senhor Jesus está pronto a nos encher dessa maravilhosa fé e certeza de vitórias.

Esqueçamos os outros. Deixemos de lado o pensamento de que estão errados. Confiemos em Deus e na força que Ele nos dá. Nós venceremos... aprenderemos a ver virtude nos demais... e, principalmente, em nós mesmos.

Em vez de procurarmos um psiquiatra, busquemos a Deus. Em vez de Lhe falar dos problemas dos que nos cercam, falemos da bênção de tê-Lo no coração e dos acertos que passaremos a ter por crer totalmente nEle.

Paulo Barbosa
Um cego na Internet
Ministério Para Refletir - 16 anos de vitórias!

JOVENS EM AÇÃO EM SANTO EDUARDO

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

A CRUZ TROCADA


Há poesia chamada “A cruz trocada”, que fala de uma mulher que , muito cansada, achou que a sua cruz era mais pesada do que a das pessoas à sua volta, e desejou trocá-la por outra.
Certa vez sonhou que tinha sido levada a um lugar onde havia muitas cruzes, de diversos formatos e tamanhos.
Havia uma bem pequena e linda, cravejada de ouro e pedras preciosas.
“Ah, esta eu posso carregar facilmente”, disse ela.
Então a tomou; mas seu corpo frágil estremeceu sob o peso daquela cruz.
As pedras e o ouro eram lindos, mas o peso era demais para ela.
A seguir viu uma bonita cruz, com flores entrelaçadas ao redor de seu corpo e braços.
Esta seria a cruz ideal, pensou.
Então a tomou; mas sob as flores havia espinhos, que lhe feriam os ombros.
Finalmente, mais adiante, viu uma cruz simples, sem joias, sem entalhes, tendo apenas algumas palavras de amor inscritas nela.
Pegou-a, e viu que era a melhor de todas, a mais fácil de carregar.
E enquanto a contemplava banhada pela luz que vinha do céu, reconheceu que era a sua próprio cruz.
Ela a havia encontrado de novo, e era a melhor de todas, e a que lhe pareceu mais leve.
Deus sabe melhor qual é a cruz que devemos levar.
Nós não sabemos o peso da cruz dos outros.
Invejamos uma pessoa que é rica; a sua cruz é de ouro e pedras preciosas, mas não sabemos o preço que tem.
Ali está outra pessoa cuja vida parece muito agradável.
Sua cruz está ornada de flores.
Se pudéssemos experimentar todas as outras cruzes que julgamos mais leves do que a nossa, descobriríamos por fim que nenhuma delas é tão certa para nós como a nossa.



Glimpes Window

quinta-feira, 18 de abril de 2013

MOSTRAR OS ACERTOS OU ENCOBRIR OS ERROS


"Tu, ó Deus, bem conheces a minha estultice; e os meus pecados não te são encobertos" (Salmos 69:5).

O pequeno Carlos terminou sua oração, antes de dormir, da seguinte maneira: "Por favor, querido Deus, faça com que Salvador seja capital da Paraíba! Amém". "Carlinhos", disse sua mãe, "por que você pediu tal coisa?" o menino explicou: "Porque foi isso que eu escrevi, hoje, em minha prova de Geografia!"

É engraçado lermos uma ilustração como a de hoje. As crianças têm muita imaginação. Mas, muitos de nós, temos a mania de pedir a Deus para agir de tal forma que justifique nossos próprios erros.

Fazemos o que está errado; sabemos que estamos errando; mas não tomamos a iniciativa de corrigir nossas faltas e mudar a nossa vida. E ainda pedimos a Deus que nos abençoe e "conserte" tudo o que fizemos de errado.

Mentimos e pedimos a Deus que não leve em consideração o que falamos. Agimos de maneira falsa e leviana e pedimos a Deus que ninguém descubra o que fizemos. Buscamos os prazeres do mundo, sabendo que não devíamos proceder assim e pedimos a Deus para nos perdoar, prometendo (sem intenção de cumprir a promessa) que nunca mais faremos aquilo.


Rimos da oração do Carlinhos, mas, de maneira indireta, pedimos a Deus para mudar o local da reunião da igreja para a lanchonete da esquina, onde encontraremos com amigos. Achamos que a oração do menino é coisa de criança, mas, pedimos a Deus que a saída dos jovens para evangelizar seja mudada para um campo de futebol, pois, é lá que pretendemos estar no exato momento da distribuição de folhetos.

E de pedidos em pedidos, vamos escondendo nossos pecados e orando para Deus não permitir que "outros" os encontre.

Você pede a Deus para abençoar seus acertos ou para encobrir seus erros?

Paulo Barbosa
Um cego na Internet
Tel/Brasil: 31 3712-2248
Tel/USA: 321-234-1386
Ministério Para Refletir - 16 anos de vitórias!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

COMO UMA CEBOLA


"O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã"
(Salmos 30:5).

"A vida é como uma cebola; você descasca uma camada de cada
vez e às vezes você chora." (Colleen Spencer - Assistente de
Diretoria na Universidade de Maine-USA)

Muitos são os desafios em nossa caminhada neste mundo.
Muitos são os obstáculos a vencer. Muitas são as dificuldades a superar. Muitos são os momentos de choro e muitos, também, são os momentos de alegria.

Quando Jesus Cristo está presente em nossos corações, podemos passar por lutas, dificuldades, angústias e sofrimentos, porém, o fato de sabermos que Ele está ao nosso
lado, que tem propósitos para edificar nossas vidas e fortalecer nossa fé, nos dá ânimo que não encontramos em nenhum outro lugar.

Cada camada da "cebola da vida" é descascada com a firme convicção de que nada poderá impedir a nossa bênção e felicidade. Enfrentaremos bravamente os percalços do caminho
e, com confiança e determinação, chegaremos ao lugar almejado e comemoraremos a realização de todos os nossos sonhos.

Muitas são as dicas apresentadas por donas de casa para que a cebola seja descascada sem provocar choro. Uma delas é conservá-la debaixo de água.

Quando colocamos nossas vidas debaixo da graça de Deus, não sentimos os efeitos do choro que a cebola dos dias nos reserva. Nossa vida é "purificada com a lavagem da água,
pela palavra". Mas, mesmo que os momentos de choro sejam inevitáveis, com Cristo sabemos que a tristeza durará uma noite e a alegria logo virá, pela manhã.

Confiemos nEle... esperemos nEle... todo o choro passará e a felicidade nos acompanhará por toda a eternidade.

Paulo Barbosa
Um cego na Internet
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Ministério Para Refletir - 16 anos de vitórias!

DIA DO SOL


Hoje, dia 15 de abril de 2013, é comemorado o aniversário de Kim Il-Sung, considerado o fundador da nação norte-coreana. Esse dia é chamado de “Dia do Sol”, pois eles acreditam que foi nesse dia que o sol voltou a brilhar no país. Apesar de Kim Il-Sung ter morrido em 1994, ele ainda é considerado o “presidente eterno” da nação e adorado por muitos norte-coreanos como um deus. Nesse mesmo dia é comemorado o aniversário da Coreia do Norte, que completa 101 anos de um regime ditatorial.

Em virtude da atual tensão em que as coreias vivem no momento, o dia 15 de abril (feriado no norte) será um dia em que o líder norte-coreano vai querer demonstrar seu poder e força. Grandes demonstrações públicas do exército norte-coreano estão agendadas para hoje.

O eterno presidente (Kim Il-Sung) afirmava em vida que cresceu dentro de uma família Presbiteriana. Dizia que seu avô era pastor e seu pai foi presbítero, no entanto, não há como confirmar essas informações. Sendo verdade ou não, Kim tinha um pouco de conhecimento da Verdade.

Como cristãos não devemos tomar nenhum partido político, mas sim, lutar em favor da justiça e ser contra o sofrimento humano. Por isso, diante dessa tensão entre as coreias que já se arrasta há anos, oremos:

1.       Para que esse regime opressor seja derrubado;
2.        Pela paz entre as coreias e pela proteção dos inocentes em caso de uma guerra;
3.        Pelos líderes e autoridades dessas duas nações;
4.        Pelo amor nos corações desses líderes, amor esse que supera a Guerra;
5.        Pela Igreja, onde no sul é livre e imensa, porém, no norte é secreta e sofrida;
6.        Por um avivamento, por conversões;
7.        Para que o impossível aconteça.

Uma cristã secreta norte-coreana afirmou que “quando olhamos para uma situação de forma natural, achamos que é impossível, mas quando olhamos com os olhos da fé, entendemos que nosso Deus é o Deus dos impossíveis”.

O Projeto Abraão quer desafiar você a orar pelas coreias nessa semana. Chame um grupo de amigos, irmãos em Cristo, vizinhos, comunidade, sua Igreja e interceda em favor dessas nações.

Nós cremos no Deus dos impossíveis, por isso, oramos.

Que Ele ouça a nossa oração!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Como assim, "não toqueis no ungido do Senhor..."?!

Ilustração de Samuel ungindo
Davi como rei de Israel
Há várias passagens na Bíblia onde aparecem expressões iguais ou semelhantes a estas do título desta postagem:
A ninguém permitiu que os oprimisse; antes, por amor deles, repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas (1Cr 16:21-22; cf. Sl 105:15).
Todavia, a passagem mais conhecida é aquela em que Davi, sendo pressionado pelos seus homens para aproveitar a oportunidade de matar Saul na caverna, respondeu: "O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele [Saul], pois é o ungido do Senhor" (1Sm 24:6).

Noutra ocasião, Davi impediu com o mesmo argumento que Abisai, seu homem de confiança, matasse Saul, que dormia tranquilamente ao relento: "Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o ungido do Senhor e fique inocente?" (1Sm 26:9). Davi de tal forma respeitava Saul, como ungido do Senhor, que não perdoou o homem que o matou: “Como não temeste estender a mão para matares o ungido do Senhor?” (2Sm 1:14).

Esta relutância de Davi em matar Saul por ser ele o ungido do Senhor tem sido interpretado por muitos evangélicos como um princípio bíblico referente aos pastores e líderes a ser observado em nossos dias, nas igrejas cristãs. Para eles, uma vez que os pastores, bispos e apóstolos são os ungidos do Senhor, não se pode levantar a mão contra eles, isto é, não se pode acusa-los, contraditá-los, questioná-los, criticá-los e muito menos mover-se qualquer ação contrária a eles. A unção do Senhor funcionaria como uma espécie de proteção e imunidade dada por Deus aos seus ungidos. Ir contra eles seria ir contra o próprio Deus.

Mas, será que é isto mesmo que a Bíblia ensina?

A expressão “ungido do Senhor” usada na Bíblia em referência aos reis de Israel se deve ao fato de que os mesmos eram oficialmente escolhidos e designados por Deus para ocupar o cargo mediante a unção feita por um juiz ou profeta. Na ocasião, era derramado óleo sobre sua cabeça para separá-lo para o cargo. Foi o que Samuel fez com Saul (1Sam 10:1) e depois com Davi (1Sam 16:13).

A razão pela qual Davi não queria matar Saul era porque reconhecia que ele, mesmo de forma indigna, ocupava um cargo designado por Deus. Davi não queria ser culpado de matar aquele que havia recebido a unção real.

Mas, o que não se pode ignorar é que este respeito pela vida do rei não impediu Davi de confrontar Saul e acusá-lo de injustiça e perversidade em persegui-lo sem causa (1Sam 24:15). Davi não iria matá-lo, mas invocou a Deus como juiz contra Saul, diante de todo o exército de Israel, e pediu abertamente a Deus que castigasse Saul, vingando a ele, Davi (1Sam 24:12). Davi também dizia a seus aliados que a hora de Saul estava por chegar, quando o próprio Deus haveria de matá-lo por seus pecados (1Sam 26:9-10).

O Salmo 18 é atribuído a Davi, que o teria composto “no dia em que o Senhor o livrou de todos os seus inimigos e das mãos de Saul”. Não podemos ter plena certeza da veracidade deste cabeçalho, mas existe a grande possibilidade de que reflita o exato momento histórico em que foi composto. Sendo assim, o que vemos é Davi compondo um salmo de gratidão a Deus por tê-lo livrado do “homem violento” (Sl 18:48), por ter tomado vingança dos que o perseguiam (Sl 18:47).

Em resumo, Davi não queria ser aquele que haveria de matar o ímpio rei Saul pelo fato do mesmo ter sido ungido com óleo pelo profeta Samuel para ser rei de Israel. Isto, todavia, não impediu Davi de enfrentá-lo, confrontá-lo, invocar o juízo e a vingança de Deus contra ele, e entregá-lo nas mãos do Senhor para que ao seu tempo o castigasse devidamente por seus pecados.

O que não entendo é como, então, alguém pode tomar a história de Davi se recusando a matar Saul, por ser o ungido do Senhor, como base para este estranho conceito de que não se pode questionar, confrontar, contraditar, discordar e mesmo enfrentar com firmeza pessoas que ocupam posição de autoridade nas igrejas quando os mesmos se tornam repreensíveis na doutrina e na prática.

Não há dúvida que nossos líderes espirituais merecem todo nosso respeito e confiança, e que devemos acatar a autoridade deles – enquanto, é claro, eles estiverem submissos à Palavra de Deus, pregando a verdade e andando de maneira digna, honesta e verdadeira. Quando se tornam repreensíveis, devem ser corrigidos e admoestados. Paulo orienta Timóteo da seguinte maneira, no caso de presbíteros (bispos/pastores) que errarem:
"Não aceites denúncia contra presbítero, senão exclusivamente sob o depoimento de duas ou três testemunhas. Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam" (1Tim 5:19-20).

Os “que vivem no pecado”, pelo contexto, é uma referência aos presbíteros mencionados no versículo anterior. Os mesmos devem ser repreendidos publicamente.

Mas, o que impressiona mesmo é a seguinte constatação. Nunca os apóstolos de Jesus Cristo apelaram para a “imunidade da unção” quando foram acusados, perseguidos e vilipendiados pelos próprios crentes. O melhor exemplo é o do próprio apóstolo Paulo, ungido por Deus para ser apóstolo dos gentios. Quantos sofrimentos ele não passou às mãos dos crentes da igreja de Corinto, seus próprios filhos na fé! Reproduzo apenas uma passagem de sua primeira carta a eles, onde ele revela toda a ironia, veneno, maldade e sarcasmo com que os coríntios o tratavam:
"Já estais fartos, já estais ricos; chegastes a reinar sem nós; sim, tomara reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco.
Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens.
Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis.
Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos.
Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar; pelo contrário, para vos admoestar como a filhos meus amados. Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores" (1Cor 4:8-17).
Por que é que eu não encontro nesta queixa de Paulo a repreensão, “como vocês ousam se levantar contra o ungido do Senhor?” Homens de Deus, os verdadeiros ungidos por Ele para o trabalho pastoral, não respondem às discordâncias, críticas e questionamentos calando a boca das ovelhas com “não me toque que sou ungido do Senhor,” mas com trabalho, argumentos, verdade e sinceridade.

“Não toque no ungido do Senhor” é apelação de quem não tem nem argumento e nem exemplo para dar como resposta.

Rev. Augustus Nicodemus

quinta-feira, 11 de abril de 2013

CACHORRO MORDIDO POR PASTOR TEM MEDO DE PASTOR


O ditado original que deu origem ao título deste post é “cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça.” Mas me dei o direito de adaptar o adágio popular para falar de uma tragédia. Inúmeras pessoas fizeram contato comigo nos últimos tempos para contar histórias trágicas de abuso pastoral, traduzidas em atitudes que levaram o membro a sair da sua igreja. Não são poucos os casos de irmãos e irmãs que perderam a confiança no ministério pastoral por completo. Houve, inclusive, pessoas que me contaram como persistiram, indo, vez após vez, de uma igreja a outra. Até chegar à conclusão de que não há como confiar em um pastor.

Muitos se reportam a uma frase que já citei, do falecido Rev. David DuPlessis: “O Senhor é o meu pastor, mas nenhum pastor é o meu senhor”. De fato, o pastorado não intitula quem quer que seja a mandar sobre a vida dos outros. O tão citado “ungido do Senhor” não é uma pessoa inquestionável. Ele é chamado para servir. Ele é escolhido pelo Todo-poderoso para participar dos seus sofrimentos e ser um fiel despenseiro da multiforme graça de Deus. Mas as histórias se acumulam e, por isso, hoje o clero está desacreditado. Assim como há mulheres que afirmam que nenhum homem presta, também já se estabeleceu no imaginário coletivo que não há pastor que preste.

Só que, assim como linguiça parece cobra mas não é, há pastores que se parecem com outros, mas não são falsos, aproveitadores, arrogantes, interesseiros, déspotas, ditadores, preguiçosos ou gananciosos. Há muitos bons pastores que eu conheço pessoalmente. São homens chamados por Deus e cujas vidas são consagradas. São homens bons. Sim, existem homens bons no ministério. Alguns são mais cultos do que outros. Uns são mais preparados do que outros. Alguns são muito simples. Alguns não receberam um discipulado adequado. Mas estão buscando fazer o bem e cuidar do rebanho de Deus.

Lamento que o “pastor imprestável” tenha se tornado tão clichê. Essa figura se alojou na imaginação coletiva de uma maneira tão forte que é difícil falar de igreja sem que alguém levante logo um senão sobre esses imprestáveis.

Não é uma boa época para pastores, muito menos para bispos. Muitos acham que um título é, no mínimo, uma honraria que denuncia a vaidade de quem a invoca. Ledo engano. Para um servo de Deus, esses títulos apenas revelam o tamanho do nosso fardo e da nossa responsabilidade. O bom pastor sofre, ora, busca nas Escrituras o bom alimento para o rebanho, lidera, disciplina e, em alguns raros casos, precisa até ser firme com uns e outros que estão na igreja sabe-se lá por quê.

Não é uma vida fácil para os que a levam a sério. Se você tem um bom pastor, levante as mãos e dê graças a Deus. Ore por ele. Seja um bom discípulo. Se você ainda não achou um, saiba que existem.

Na paz,
+W

segunda-feira, 8 de abril de 2013

ENTENDIMENTOS SOBRE A PÁSCOA



Mais uma vez chegamos a um período em que celebramos a páscoa. Mas o que vem a ser a páscoa? Comemoramos corretamente a Páscoa? A finalidade deste estudo é entendermos o que a Bíblia diz sobre esta data tão celebrada em nossos dias.

1º ENTENDIMENTO: É UMA FESTA JUDAICA
A primeira coisa que precisamos entender é que a Páscoa significa Pessach, que quer dizer “passar por cima” e é uma festa judaica, onde os judeus lembram-se do dia que o senhor livrou os primogênitos dos judeus da décima praga quando estes ainda eram escravos no Egito.

Deus instituiu que o os judeus sacrificassem um cordeiro e colocassem o sangue nas ombreiras das portas afim de que quando o anjo da morte passasse por eles não causasse mal nenhum aos seus filhos. Nestes dias os judeus se alimentariam da carne assada do cordeiro com ervas amargas e pães asmos.

E foi isto que aconteceu o anjo da morte veio e matou os primogênitos dos egípcios e livrou os primogênitos israelitas, tal fato fez com que faraó libertasse os israelitas do cativeiro do Egito.

Deus institui que a páscoa seria um memorial (Exôdo 12:14) e que todos os judeus deveriam celebrar esta festa ano após ano, para lembrar do livramento que Deus lhes deu.

2º ENTENDIMENTO: É UMA FESTA CRISTÃ
Nos dias que antecederam a prisão, morte e ressurreição de Jesus, era o período da Páscoa e como judeu, Jesus pede que seus discípulos preparem a páscoa (Lucas 22:7-12)

É interessante notarmos que Jesus decreta a última páscoa, e institui a Ceia do Senhor, ou seja, de agora em diante os discípulos não teriam mais de comemorar a libertação do cativeiro do Egito, mas o memorial seria pela morte e ressurreição do próprio Jesus, que seria imolado como um cordeiro para remir os pecados da humanidade.

Também é importante frisar a analogia da Páscoa com a Ceia do Senhor. A páscoa celebrava a libertação do cativeiro do Egito, através do sacrifício do cordeiro. A Ceia do Senhor também é uma páscoa que celebra a libertação do cativeiro do pecado pelo sangue do cordeiro Jesus Cristo que morreu e ressuscitou para nos libertar.

Deste momento em diante a páscoa passa a ser a celebração da Ceia do Senhor, não só para os judeus, mas para todos os que creem no Senhor Jesus Cristo como salvador de suas vidas (João 1:11-12).

Por este motivo, algumas igrejas cristãs, não celebram a páscoa, pois entendem que a páscoa do cristão é celebrada através da Santa Ceia, que acontece mensalmente, semanalmente, conforme costume de cada comunidade religiosa.

3º ENTENDIMENTO: É UMA FESTA QUE FAZ PARTE DA CULTURA BRASILEIRA
Por fim também convém abordar que a páscoa tornou-se uma festa da cultura brasileira.

Apesar de vivermos em um país laico (sem religião oficial) a influência católica foi e ainda é muito grande.

A tradição da igreja católica revive todos os momentos da crucificação e ressurreição de Cristo, antigamente só eram lembrados dois dias a sexta e o sábado, mas lá pelo ano de 247 em Roma já tínhamos a celebração por toda a semana, iniciando no domingo anterior à páscoa com o domingo de ramos e terminando no domingo seguinte indicando a dia da ressurreição de Cristo. Daí que surgiu a expressão Semana Santa.

É importante dizer que apesar da fidelidade na reconstrução dos acontecimentos da morte e ressurreição de Cristo, não existe básica bíblica para este celebração, o que Deus institui como memorial foi a Ceia do Senhor e não reviver todos os acontecimentos como faz a igreja católica.

Outro fato importante é relativo à data cível em nosso país. Todo feriado nacional é instituído por uma lei federal. No entanto não existe lei para determinar feriado nacional para a sexta-feira da paixão. É um feriado religioso móvel que acontece 40 dias após a festa da carne (carnaval), ou seja, se não houver uma lei municipal que decreta feriado neste dia, o correto seria não considerar tal feriado.

Ainda tem a influência do Comércio que apesar de saber da não existência do feriado, acaba aceitando e concordando com o feriado, pelo fato do lucro obtido nesta data com venda de ovos de chocolates, bacalhau e tantas outras coisas.

Com isto o verdadeiro sentido da Páscoa acaba sendo deturpado e muitos cristãos por falta de conhecimento acabam seguindo tradições criadas pelo homem, mas que estão em desacordo com a palavra de Deus.

A bíblia nos arleta: “Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.” (Mateus 22:29 RA).

QUESTÕES
1) É ERRADO COMPRAR OVO DE PÁSCOA?
Depende do sentido em que você compra o ovo de Páscoa. Se você compra para celebrar a páscoa, é errado sim, pois não há relação alguma de ovo de páscoa com o nascimento de Jesus Cristo, isto foi uma criação do comércio para ganhar dinheiro. Agora convém dizer que só nesta época do ano são feito os conhecidos ovos de chocolate, caso você esteja comprando por gostar de chocolate e aproveitar a época do ano em que são feitos, mesmo sabendo que não há relação alguma com o real sentido da Páscoa, não vejo mal algum em adquirir, desde que você tenha condição de pagar. Pois convenhamos que é um absurdo o preço de tais ovos, seria mais vantagem adquirir barras de chocolate ou caixas de bombom no mesmo peso com um preço bem mais em conta. Os pais precisam tomar muito cuidado com as crianças que geralmente são atraídas por brindes que vem com o ovo, é responsabilidade dos pais falar do real sentido da páscoa para tais.

2) É ERRADO COMER BACALHAU OU CANJICÃO NA ÉPOCA DA PÁSCOA?
De forma alguma, pelo contrário, são alimentos saborosos e saudáveis que podem ser ingeridos sem problema algum. O problema estar em seguir uma tradição criada pela igreja católica que é a abstenção de alimentos, não há nada de errado em comer bacalhau, canjicão, carne ou qualquer outro alimento. Na tradição católica existe a quaresma que são 40 dias em que ele abrem mão de um alimento que gostam para se purificar da festa da carne (carnaval) e na sexta da paixão, data simbólica da morte de Cristo não comem carne que contem sangue daí a preferência pelo peixe que segundo os católicos não possuem sangue, que também configura em outra afirmação errônea. Além do que, a Bíblia condena a abstenção de alimentos veja o texto a seguir: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade;  pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável,  porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado.” (1 Timóteo 4:1-5 RA)Portanto, biblicamente falando, não existe problema algum em ingerir alimentos no período conhecido como semana santa.

CONCLUSÃO:
Analisando todos os entendimentos acima, concluímos que não há a necessidade de celebração da Páscoa pelos cristãos em uma data instituída por uma tradição católica. A páscoa para o cristão já é celebrada com frequência através da Ceia do Senhor, instituída por Jesus Cristo, no entanto o movimento em torno da semana santa acaba tornando-se uma boa oportunidade para a proclamação do evangelho, para anunciarmos a morte e ressurreição de nosso senhor Jesus Cristo e cumprimos o ide de Cristo.  O Rev. Agusutus Nicodemos em seu artigo intituldo “VERDADE E MITOS  SOBRE A PÁSCOA” (http://tempora-mores.blogspot.com.br/2012/04/verdades-e-mitos-sobre-pascoa.html) conclui muito bem a questão: “Em termos práticos, os cristãos podem tomar as seguintes atitudes para com as celebrações da Páscoa tão populares em nosso país: (1) rejeitá-las completamente, por causa dos erros, equívocos, superstições e mercantilismo que contaminaram a ocasião; (2) aceitá-las normalmente como parte da cultura brasileira; (3) usar a ocasião para redimir o verdadeiro sentido da Páscoa. Eu opto por esta última.”

Eu também, que Deus nos abençoe.

Pb. Erikson F. de Araújo.
Estudo realizado com a UMP no dia 06/04/2013 na IPBJN

Clique na figura abaixo para visualizar ou baixar os slides utilizados neste estudo.

sábado, 6 de abril de 2013

NO JARDIM COM O SENHOR


Marcos 14:32-42



Momentos antes de sua prisão e consequente morte e após cear com seus discípulos pela última vez, Jesus retira-se com alguns discípulos para o jardim do Getsêmani, um local tranquilo onde provavelmente tinha o costume de se reunir para orar ao Senhor. Segundo alguns estudiosos, devido ao costume de sempre orar no Getsêmani, Judas sabia o local exato para entregar Jesus para a prisão.

Um local de paz e tranquilidade acaba se tornando em um local de angústia e dor e que culmina com o triste episódio da traição e prisão de Jesus Cristo.

Diante de tantos acontecimentos trágicos vejamos o que Jesus Cristo tem para nos ensinar neste momento crucial, de dor e angústia que antecederam sua morte.

1) A ORDEM DE JESUS
Ao chegar ao Getsêmani, Jesus pede aos seus discípulos que se sentem enquanto ele vai orar e convoca Pedro, Tiago e João para estarem com ele (V. 33-34).

Jesus compartilha sua dor e sua angústia e pede que vigiem. Mesmo assim ele se depara com seus discípulos mais próximos dormindo enquanto ele orava. E por três vezes alerta os seus discípulos. A ordem de Jesus foi bem simples “VIGIAI E ORAI PARA QUE NÃO ENTREIS EM TENTAÇÃO”, no entanto ele encontra seus discípulos dormindo por três vezes.

O primeiro ensinamento que obtemos é que devemos vigiar e orar constantemente. Precisamos estar atentos ao que Deus tem para nossa vida, precisamos ter vida de comunhão e consagração, precisamos buscar a santidade para que assim não venhamos a cair em tentação.

Quando nos afastamos de Deus a tendência é ficarmos fracos na fé e com uma probabilidade maior de “cair no sono”. Precisamos vigiar e orar para estarmos preparados para o dia do Senhor.

2) O PEDIDO DE JESUS
Em segundo lugar percebemos que quando o mestre sai para orar ele faz dois pedidos ao Pai.

Primeiramente ele pede que o Pai o livre de sua angústia e o poupe deste sofrimento. Mesmo sabendo que ele veio ao mundo com este propósito ao sentir o sofrimento que teria que passar, ele apela ao Pai, pois sabe que para Ele nada é impossível.

No entanto logo em seguida ele faz um segundo pedido: “contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres” (v. 36). Com isto aprendemos que apesar do sofrimento que estava passando, ele preferia que fosse feita a vontade do Pai do que a dele própria.

Por vezes passamos por situações de angústia que parecem nos sufocar, clamamos ao Senhor pelo socorro, mas precisamos entender que nem sempre a nossa vontade é a vontade de Deus, e que a vontade d’Ele é sempre a melhor. Ele sabe de todas as coisas e para ele nada é impossível, ele sabe da sua necessidade e sabe qual a melhor solução. Talvez se o Pai fizesse a vontade do Filho naquele momento, Jesus não seria morto e ressurgiria triunfando sobre a morte e o pecado.

A vontade de Deus precisa ser soberana em nossa vida e assim recebermos o melhor de Deus.

3) A REAÇÃO DE JESUS
Apesar de todo o clamor e angústia de Jesus, o Pai não realiza a vontade do Filho e permite que seja preso, humilhado e morto.

É importante notarmos a reação de Jesus quanto à decisão final do Pai, ele aceita a decisão e a cumpre sem murmurar.

“Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido.” (Isaías 53:7-8 RA)
Quantas vezes pedimos ao Pai para que seja feita a sua vontade, mas não aceitamos a decisão quando ela chega, pois não é o que queremos ouvir.

Meu irmão e minha irmã, se o Pai não fez a vontade do seu próprio Filho no momento de maior angústia de sua vida, quem somos nós para ordenarmos a Deus que ele faça a nossa vontade.

Infelizmente em nossos dias, muitos têm brincado com a soberania de Senhor, muitos querem um Deus que aceita sua ordens e aprendemos com a Bíblia que não é assim que a coisa funciona, precisamos aprender com Jesus Cristo a sermos humildes e aguardamos o melhor de Deus para nossa vida.

“O tempo de Deus não é o nosso tempo, mas o tempo d’Ele é o melhor tempo.”

APLICAÇÃO
Para finalizar quero falar sobre A CADEIRA DAS DECISÕES. Cada pessoa possui uma cadeira de decisões, quando tomamos uma decisão na vida sem aguardarmos a orientação de Deus, é sinal que estamos sentados na cadeira das decisões, mas quando agimos de acordo com a palavra de Deus, estamos cedendo o assento para Ele. Como em qualquer cadeira, não cabem duas pessoas assentadas na cadeira das decisões. Ou estamos sentados de forma autossuficiente ou Deus está sentado.

Quem está sentado na cadeira de decisões de sua vida? Deus ou você?

Que possamos aprender com a palavra de Deus a vigiar, orar, pedir corretamente a Deus e aceitar a resposta d’Ele para nossas vidas.

Que Deus nos abençoe.

Pb. Erikson F. de Araújo
Esboço do Sermão do dia 31/03/2013 na IPBJN

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