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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O QUE É O LIBERALISMO?


FONTE: http://www.waltermcalister.com.br/site/o-que-e-o-liberalismo/

O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE JUGO DESIGUAL?


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

EM DEFESA DO NATAL



Recentemente tive de ir a um shopping center próximo de minha casa para resolver uma questão. Era por volta de meio-dia e já havia multidões transitando pelos corredores daquele “templo de consumo”. Eu estava distraído e, por isso, não me ocorreu, de imediato, o que estava acontecendo. Subitamente, me dei conta de que estamos no auge do período pré-natalino. Passei por uma estrutura imensa, cheia de luzes e bichinhos de pelúcia. Vi muitas pessoas vestidas de vermelho e branco e, no meio delas, um homem enorme com uma barba branca. A figura é conhecida: o “Papai Noel”. Todos se preparavam para um dia cheio de fotos com as crianças.

Pessoas passavam por mim com as mãos cheias de sacolas. Algumas já estavam cansadas. Outras pareciam realmente contentes, pois tinham conseguido cumprir sua obrigação para com as crianças e os parentes, muitos dos quais estarão na festa natalina da família. “Será que o primo vai comparecer? Também temos de comprar algo para ele”. É a preocupação de muitos – não deixar ninguém de fora, para não fazer feio.

Todo ano surgem as mesmas discussões. As revistas seculares fazem uma reportagem sobre o Jesus histórico. Será que ele realmente existiu? Vão aproveitar a época para fazer aquelas ponderações tão insólitas e repetitivas. Enquanto Hollywood lança uma enxurrada de novos filmes para as crianças, celebrando e lembrando o “espírito do Natal”, nós – os cidadãos deste país tropical – decoramos casas e lojas com imagens de neve, trenós e um homem corpulento e barbudo, vestido de modo adequado para os cantos congelados do hemisfério norte.

Como blogueiro e líder cristão, sou repetidamente interpelado sobre a legitimidade da celebração do Natal. Acontece todo ano. Cristãos citam o fato de a árvore ser um símbolo de uma seita pagã europeia. Lembram que, como cristãos, temos de enfatizar Cristo como a razão do Natal, se bem que ele provavelmente nasceu em agosto. Então, alguns mais estudiosos lembram que a Igreja cooptou a celebração do Sol Invictus, substituindo-a com a celebração do nascimento de Jesus. Alguns até me lembram que Papai Noel, historicamente, se vestia de marrom e só passou a usar vermelho e branco quando a Coca-Cola lançou uma campanha, na primeira metade do século passado, com as cores da sua logomarca.

O ex-presidente John Kennedy disse algo que cabe lembrar: “Queremos que as coisas sejam sempre iguais, mas a História não permite”. O que passou, passou. Não há como reescrever a História da Igreja. Natal virou isso e é assim que vai ser lembrado pela maioria.

O que podemos fazer é uma celebração natalina a mais cristã possível. Digo “possível” porque o circo pegou fogo mesmo e temos de achar uma saída para esta confusão, se é que realmente queremos honrar Deus no meio desta que se tornou uma festa cristo-pagã.

Na minha casa não pomos uma árvore. A verdade é que a decoramos com a coleção de presépios que minha esposa vem juntando há anos. Não trocamos mais presentes (pelo menos não durante o Natal). Temos nos afastado do que praticávamos no passado. Sim, já fiz muitos natais com uma enorme árvore no meio da minha sala, cercada de presentes. Mas Natal se tornou algo mais devocional e precioso para mim e para a minha família.

Na véspera do Natal, nós nos reunimos. A alegria do Senhor enche os nossos corações por estarmos juntos. Após a troca de abraços e palavras de carinho, sentamos. Cantamos hinos de Natal. Não cantamos Toca o sino pequenino, mas canções que a nossa igreja procura trazer de volta ao culto durante o período do Advento (os quatro domingos que antecedem o dia do Natal). Cantamos Noite de Paz; Ó, Vinde, Fiéis e tantos outros que o mundo tirou da Igreja e que tocam no sistema de som do shopping local sem que ninguém saiba do que se trata.

Então, após o nosso louvor, lemos uma das passagens bíblicas que relatam o nascimento do Nosso Senhor. Falamos, cada um, da nossa gratidão a Deus e oramos. É um momento de profunda comoção. É precioso. Depois nos sentamos à mesa e ceamos.

“E as crianças?” Alguém pode até protestar. “Será que elas não “merecem” um Natal de verdade?”.

A resposta é “sim, exatamente”. Quanto mais cedo aprenderem a comemorar o Natal como cristãos, mais cedo aprenderão a não viver como vassalos deste mercado de consumo, a valorizar essa celebração pelo que deveria ser – um período de devoção, gratidão e evangelismo. Dou graças a Deus por meu filho John e a sua esposa, Raquel, que não deixarão meu neto, João Felipe, crescer com a cabeça confundida pela mistura avassaladora da fé em Deus com a fé no consumo.

Não repudio o Natal. Pelo contrário, é uma festa preciosa, que celebramos com amor a Deus e profunda gratidão pelo Salvador, Emanuel – Deus conosco.

Feliz Natal,
+W

JESUS É POP: ENTRE O SACRILÉGIO E O MAU GOSTO


Nós, seres humanos, somos emblemáticos. Isso significa que temos o costume de nos cercar de símbolos que refletem os nossos valores, as nossas experiências e, principalmente, a nossa identidade. Cada tribo tem seus indicadores próprios, que apontam seus integrantes. Cada profissão, clube, credo e fase da vida é prontamente identificada por roupas, adesivos, camisetas, tatuagens e uma pletora de produtos, códigos, estilos e palavras. Os surfistas se apresentam como “brothers”, os militantes de esquerda como “companheiros” e os crentes em Jesus como “irmãos” ou “amados”.

Como evangélicos, fomos pioneiros no hábito de identificar até os nossos automóveis como pertencentes aos crentes. Sim, pois já faz muitos anos que começamos a pôr adesivos nos para-choques e para-brisas. Um hábito que parecia ser mais do mundo dos caminhoneiros passou a ser praticado por todo novo convertido, com o intuito de se identificar como tal. Cristo é meu copiloto; Tudo é força, só Deus é poder; e até o insólito Sou crente dizimista e daí? são adesivos que todos já viram, se não inúmeras vezes, com certeza pelo menos uma vez na vida. Se não fosse o bastante, fizemos escola: agora os católicos adotaram nosso hábito, com adesivos de Nossa Senhora, e até os espíritas têm os seus, como os de São Jorge e os que partem em defesa da reencarnação.

Mas, entre os evangélicos, cada evento, cada campanha e cada aniversário de igreja parece acabar numa camiseta. Já ganhei de presente mais peças de roupa de igrejas aniversariando do que queira me lembrar. Tenho uma pilha, não tenho coragem de me desfazer delas – pois sei o que representam para os que as confeccionaram.

Tenho falado sobre a comodificação da fé (isto é, a transformação dos nossos símbolos em bens de consumo) e a sua inevitável banalização. Não vou repetir os argumentos que já se encontram no meu livro, O Fim de Uma Era. Mas recentemente tenho me deparado com uma nova forma dessa manifestação, supostamente cristã. Só que de cristã não tem nada. Seguindo a linha da cantora Madonna, a nova versão desse tipo de artista, a Lady Gaga, tem usado e abusado de motivos sacros em suas roupas e nos símbolos dos quais se cerca. Tanto a primeira quanto a última praticam uma antiga forma de sacrilégio. Literalmente escracham os símbolos do sagrado. É sua forma de tentar chocar, agredir e se promover. Pois vale o ditado “falem mal mas falem de mim”.

A fama a qualquer preço é o alvo. E nada mais fácil do que apelar para a galera dos revoltados e dos irreverentes. Quem faz isso ainda consegue gerar uma espécie de prazer torpe nos rebeldes de carteirinha. Essa linha de sacrilégio tira do contexto o que é sacro e o perverte. Como pendurar uma cruz no pescoço de um porco ou no de uma mulher nua. Ainda choca. E isso não é fácil. Pois os tabus de outrora já não chocam mais. Temos nos tornado uma cultura bastante calejada. Essa atitude, no entanto, parece ainda preservar um quê de escândalo. E basta um gesto de censura que as tribos pagãs ficam em polvorosa e se lançam em cruzadas contra os “crentes retrógrados” e os seus “representantes hipócritas”, o clero.

Como assisti a esse fenômeno a vida inteira, não me choco mais. É o que é. Especialmente no mundo do entretenimento e das artes, de modo geral, o mundo moderno consegue sustentar um ar de sofisticação denigrindo os símbolos históricos da fé cristã.

Mas o que me choca, de uns tempos para cá, é que os fiéis têm lançado mão dos símbolos cristãos numa escala tão larga e com um mau gosto tão berrante que não consigo mais discernir entre o sacrilégio dos pagãos e o mau gosto dos fiéis. Tenho de olhar duas vezes. Tenho de me perguntar se o cristão que fez aquela camiseta possui uma noção mínima do que realmente é sagrado ou não. Temos nos misturado com os que se deleitam no sacrilégio, por meio da banalização.

Sei que gosto não se discute. Mas posso lamentar o profundo mau gosto de pessoas que não têm a menor noção do quanto estão banalizando o que é realmente importante. Estampar o rosto de Jesus na cruz em uma camiseta é realmente algo que não entendo. Pegar a logomarca de um produto popular e substituir as letras com algo “cristão” é nos pôr no meio do caldo mercantilista mundano. Prefiro usar uma camiseta com uma onda ou o nome de uma loja do que uma que diz Jesus Cristo: isto é o que é. Parece uma piada de mau gosto. É lamentável que, para os que criam esses produtos, a única motivação seja o lucro – faturar às custas de crentes desavisados e com o desejo sincero de tentar cercar suas vidas com algo que exprima a sua devoção.

Difícil discutir isso, não? Então, por hoje, vou me limitar a lamentar o fato.

Na paz,
+W

A ALMA SECA E SEDENTA


O salmo 42 começa com a seguinte frase: “Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?” Esse salmo não foi escrito por Davi. Ao longo dele, seus autores – os coraítas – repetem: “Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus!”

Estou vivo há mais de cinco décadas. Alguns protestam que ainda sou jovem. Claro que, se Deus assim permitir, tenho ainda muitos anos de vida pela frente. Mas, de uns pouquíssimos anos para cá, tenho me tocado do quanto a vida me deu quando eu era jovem e, inversamente, o quanto a vida vem tirando de mim ao passar de cada ano. Saúde, força, amigos, um certo vigor e outras coisas já não são mais os mesmos. Talvez seja meu jeito melancólico, mas tenho parado e pensado, cada vez mais, sobre como esta vida é um processo de perdas e ganhos, de realizações e frustrações. Quem tem menos de trinta anos não vai entender esse sentimento. Creio que os que têm mais de cinquenta já estão suspirando em concordância.

Numa sociedade que protesta a sua absoluta e constante necessidade de ser original e viver fora dos padrões, é irônico o quanto somos todos tão típicos, previsíveis e “normais”. Quando jovens há tantas coisas que desejamos! Queremos achar o nosso rumo na vida. Queremos ser relevantes. Queremos ser felizes. Queremos uma chance. Queremos que alguém nos leve a sério. Queremos ser amados do jeitinho que somos. Queremos velocidade. Queremos emoções fortes. Queremos barulho, agitação e novidades. Queremos um futuro.

Pouco a frente, passamos a querer outras coisas. Queremos filhos. Queremos transcendência. Queremos respeito. Queremos resolver, e já, as coisas que não funcionam. Queremos que os nossos pais entendam que não somos mais crianças. Queremos que os vizinhos sejam menos barulhentos. Queremos um aumento e uma promoção. Queremos uma boa escola para os filhos e que eles sejam bons alunos. Queremos que nossos filhos não se machuquem. Queremos um rota para o trabalho que não tenha tanto engarrafamento. Queremos um chefe menos difícil. Queremos menos impostos.

Passam mais alguns anos e o que queríamos tivemos, mas estamos começando a perder. Queríamos não ter confiado tanto no amigo que nos traiu. Queríamos não ter sido tão preguiçosos ou irresponsáveis, quando jovens, pois a saúde podia ser melhor do que é. Queríamos ter aprendido espanhol. Queríamos um lugar para morar com menos barulho. Queríamos que os motoristas de ônibus fossem mais gentis. Queríamos que os carros no nosso retrovisor fossem menos apressados, e os que estão à nossa frente fossem menos lentos. Queríamos ter visto o Monte Everest. Queríamos sentir a mesma alegria com as pequenas coisas que sentíamos. Queríamos um plano de saúde mais compreensivo e menos caro. Queríamos poder acreditar em algo. Queríamos que os joelhos não doessem ao sair da cama pela manhã. Queríamos ser tão belos e fortes como fomos “nos velhos tempos”. E ainda queremos ser amados por quem somos. Queremos um sorriso do netinho – ah, isso queremos. Queremos que o nosso ombro pare de doer. Queremos que alguém nos diga que todo este esforço, todo o nosso sacrifício e todas as noites mal dormidas não foram em vão.

Então um dia paramos. Descobrimos que nem tudo o que queremos teremos. A alma se angustia. Oportunidades perdidas, assim como amigos, saúde e o encanto com a vida. E amanhã? Como será? O que antes era algo tão fácil, agora nos dá um certo medo – pegar um avião, enfrentar um desafio, até mesmo atravessar a rua.

Não estou velho. Mas estou chegando lá. E o que me ocorre hoje é que, ao longo da minha vida, sempre houve razões para me angustiar. Isso é certo – uma constante na minha e na sua vida. Os coraítas nos lembram: “Ponha a sua esperança em Deus”.

Sim, o que a alma realmente precisa é de Deus. Só Ele preenche o vazio. Só Ele consola verdadeiramente. Isso não é um chavão, é um fato. Preciso de um toque real do Deus vivo. Algo que mantenha viva a minha alma. Ah! Quantas vezes já estive num sepultamento e alguém chegou para dizer “há males que vêm para o bem”? Dá vontade de dar um tapa na cara desse tão bem-intencionado tolo. Palavras nem sempre ajudam. A alma não precisa ser informada. A alma não precisa de mais informação. Não vai ser uma frase bem bolada noTwitter que vai me animar. A alma tem sede de Deus. Precisa da sua inexplicável e incomparável presença.

Feliz é aquele que entende que o seu problema não é a falta de uma promoção. Feliz é aquele que compreende que não achará profunda paz no nascimento de um filho. Coisas como essas não são más. Certamente são boas. Mas, mesmo as alcançando, sua alma ainda terá sede do que realmente é vital.

Feliz é aquele que não acha que essa perda representa o fim da vida. Feliz é aquele que não se gasta com lamúrias pelos bons e velhos tempos. Feliz é aquele que não tenta perpetuar o que inexoravelmente vai definhar com o passar dos anos.
Dizem que o corpo humano pode sobreviver muitos dias sem comida. Mas sem água não. Sede fala de uma necessidade de primeira ordem. Deus é a nossa maior e constante necessidade. Sem Ele a alma se angustia. Todas as necessidades menores gritam por atenção, a ponto de acharmos que são elas as que realmente importam. Mas, de todas, só uma realmente é vital. Sem Deus, sem beber da fonte, a alma seca, a vida seca e nos tornamos ossos em movimento.

Ó, vem, Senhor, e preenche-me de Ti. Só em Ti acho repouso para a minha alma.

Na paz,
+W

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

IPCN - RETIRO 2013


As inscrições podem ser feitas na secretaria da igreja. O custo da taxa é R$100, para crianças de 6 a 10 anos R$50 e até 5 anos não pagam.