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domingo, 7 de abril de 2013

DIA DO JOVEM PRESBITERIANO - UMP SÃO PAULO

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sábado, 6 de abril de 2013

NO JARDIM COM O SENHOR


Marcos 14:32-42



Momentos antes de sua prisão e consequente morte e após cear com seus discípulos pela última vez, Jesus retira-se com alguns discípulos para o jardim do Getsêmani, um local tranquilo onde provavelmente tinha o costume de se reunir para orar ao Senhor. Segundo alguns estudiosos, devido ao costume de sempre orar no Getsêmani, Judas sabia o local exato para entregar Jesus para a prisão.

Um local de paz e tranquilidade acaba se tornando em um local de angústia e dor e que culmina com o triste episódio da traição e prisão de Jesus Cristo.

Diante de tantos acontecimentos trágicos vejamos o que Jesus Cristo tem para nos ensinar neste momento crucial, de dor e angústia que antecederam sua morte.

1) A ORDEM DE JESUS
Ao chegar ao Getsêmani, Jesus pede aos seus discípulos que se sentem enquanto ele vai orar e convoca Pedro, Tiago e João para estarem com ele (V. 33-34).

Jesus compartilha sua dor e sua angústia e pede que vigiem. Mesmo assim ele se depara com seus discípulos mais próximos dormindo enquanto ele orava. E por três vezes alerta os seus discípulos. A ordem de Jesus foi bem simples “VIGIAI E ORAI PARA QUE NÃO ENTREIS EM TENTAÇÃO”, no entanto ele encontra seus discípulos dormindo por três vezes.

O primeiro ensinamento que obtemos é que devemos vigiar e orar constantemente. Precisamos estar atentos ao que Deus tem para nossa vida, precisamos ter vida de comunhão e consagração, precisamos buscar a santidade para que assim não venhamos a cair em tentação.

Quando nos afastamos de Deus a tendência é ficarmos fracos na fé e com uma probabilidade maior de “cair no sono”. Precisamos vigiar e orar para estarmos preparados para o dia do Senhor.

2) O PEDIDO DE JESUS
Em segundo lugar percebemos que quando o mestre sai para orar ele faz dois pedidos ao Pai.

Primeiramente ele pede que o Pai o livre de sua angústia e o poupe deste sofrimento. Mesmo sabendo que ele veio ao mundo com este propósito ao sentir o sofrimento que teria que passar, ele apela ao Pai, pois sabe que para Ele nada é impossível.

No entanto logo em seguida ele faz um segundo pedido: “contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres” (v. 36). Com isto aprendemos que apesar do sofrimento que estava passando, ele preferia que fosse feita a vontade do Pai do que a dele própria.

Por vezes passamos por situações de angústia que parecem nos sufocar, clamamos ao Senhor pelo socorro, mas precisamos entender que nem sempre a nossa vontade é a vontade de Deus, e que a vontade d’Ele é sempre a melhor. Ele sabe de todas as coisas e para ele nada é impossível, ele sabe da sua necessidade e sabe qual a melhor solução. Talvez se o Pai fizesse a vontade do Filho naquele momento, Jesus não seria morto e ressurgiria triunfando sobre a morte e o pecado.

A vontade de Deus precisa ser soberana em nossa vida e assim recebermos o melhor de Deus.

3) A REAÇÃO DE JESUS
Apesar de todo o clamor e angústia de Jesus, o Pai não realiza a vontade do Filho e permite que seja preso, humilhado e morto.

É importante notarmos a reação de Jesus quanto à decisão final do Pai, ele aceita a decisão e a cumpre sem murmurar.

“Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido.” (Isaías 53:7-8 RA)
Quantas vezes pedimos ao Pai para que seja feita a sua vontade, mas não aceitamos a decisão quando ela chega, pois não é o que queremos ouvir.

Meu irmão e minha irmã, se o Pai não fez a vontade do seu próprio Filho no momento de maior angústia de sua vida, quem somos nós para ordenarmos a Deus que ele faça a nossa vontade.

Infelizmente em nossos dias, muitos têm brincado com a soberania de Senhor, muitos querem um Deus que aceita sua ordens e aprendemos com a Bíblia que não é assim que a coisa funciona, precisamos aprender com Jesus Cristo a sermos humildes e aguardamos o melhor de Deus para nossa vida.

“O tempo de Deus não é o nosso tempo, mas o tempo d’Ele é o melhor tempo.”

APLICAÇÃO
Para finalizar quero falar sobre A CADEIRA DAS DECISÕES. Cada pessoa possui uma cadeira de decisões, quando tomamos uma decisão na vida sem aguardarmos a orientação de Deus, é sinal que estamos sentados na cadeira das decisões, mas quando agimos de acordo com a palavra de Deus, estamos cedendo o assento para Ele. Como em qualquer cadeira, não cabem duas pessoas assentadas na cadeira das decisões. Ou estamos sentados de forma autossuficiente ou Deus está sentado.

Quem está sentado na cadeira de decisões de sua vida? Deus ou você?

Que possamos aprender com a palavra de Deus a vigiar, orar, pedir corretamente a Deus e aceitar a resposta d’Ele para nossas vidas.

Que Deus nos abençoe.

Pb. Erikson F. de Araújo
Esboço do Sermão do dia 31/03/2013 na IPBJN

Clique abaixo para visualizar ou baixar os slides utilizados neste sermão

segunda-feira, 25 de março de 2013

DEUS É GAY?


Recentemente vi uma foto, em um aplicativo chamado Pinterest, de um rapaz de cabeça raspada e sem camisa que bradava em direção ao céu. O que me chamou a atenção é que em seu peito trazia escrito God is gay, ou Deus é gay. A imagem me causou espécie, claro. Mas, desde então, me pus a refletir sobre ela.

Muitos procuram no Estado uma espécie de reconhecimento. Seja pela obtenção de direitos políticos ou pela sanção dos poderes constituídos, desejam autenticar a sua existência. Essa ânsia de reconhecimento existe, claramente, nos grupos mais diversos, inclusive na própria igreja dos nossos tempos. Queremos bíblias expostas em praças e na entrada de prédios públicos, sabe-se lá por que — como se isso tivesse algum valor. Não tem. Mas muitos percebem a exposição de objetos de cunho religioso em lugares públicos como um tipo de avanço do Evangelho. Só que não é.

Aquele rapaz obviamente não se contenta com um movimento político. Ele quer se afirmar pela declaração do que crê ser a natureza de Deus. Mas Deus não é gay. Nem tampouco é homem, mulher, alto, baixo, branco, negro, de esquerda ou de direita, revolucionário ou conservador. Deus é além. Está acima de tudo. E Ele se revelou. Só que, ao afirmar que Deus é qualquer uma dessas coisas, o que fazemos? Tentamos atribuir legitimidade à nossa identidade, às nossas convicções ou às nossas vindicações. Ao atribuir o que seja a Deus, o que de fato estamos tentando é afirmar da forma mais inquestionável possível o que somos. Pois, afinal, o que há acima de Deus?

O problema é que, ao atribuir ao Senhor a nossa imagem, fazemos violência à sua imagem. Pois sua imagem não se limita à nossa. É certo que as Escrituras dizem que fomos criados à sua imagem e semelhança. Trazemos no cerne da humanidade a imagem de Deus, embora gravemente chamuscada pelo pecado. A violência que praticamos contra essa imagem reside no fato de tentarmos definir Deus pelo que fizemos com essa semelhança. Assim como o filho que trai o pai e depois quer que ele seja culpado pelos seus atos, nós traímos a nossa origem, rejeitando a sua imagem, para, em seguida, atribuirmos o que fizemos ao Criador. É uma falácia repetida ad nausium, geração após geração. E essa falácia é o fundamento de toda idolatria. Pois, ao fazermos Deus à nossa imagem e semelhança, rejeitamos a sua verdadeira imagem. Veja o que Paulo escreveu no primeiro capítulo de sua carta aos romanos:

18 Portanto, a ira de Deus é revelada dos céus contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça, 19 pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. 20 Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; 21 porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se. 22 Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos 23 e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis.
24 Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos do seu coração, para a degradação do seu corpo entre si. 25 Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém.
26 Por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. 27 Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão.
28 Além do mais, visto que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem o que não deviam. 29 Tornaram-se cheios de toda sorte de injustiça, maldade, ganância e depravação. Estão cheios de inveja, homicídio, rivalidades, engano e malícia. São bisbilhoteiros, 30 caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes e presunçosos; inventam maneiras de praticar o mal; desobedecem a seus pais; 31 são insensatos, desleais, sem amor pela família, implacáveis. 32 Embora conheçam o justo decreto de Deus, de que as pessoas que praticam tais coisas merecem a morte, não somente continuam a praticá-las, mas também aprovam aqueles que as praticam.

O texto não poderia ser mais claro. Só não entende quem não quer. Rejeitamos a verdadeira imagem de Deus, que vemos claramente no seu Filho, Jesus Cristo. Não somente lhe devemos honra e glória, mas devoção e reverência. Reverência à sua imagem. Reverência ao seu nome. Reverência à sua Palavra, que é a revelação de quem Ele realmente é. A questão aqui não é se Deus é ou não gay. A questão é que Deus não se parece conosco. Tragicamente, nos parecemos cada dia menos com Ele.

Na paz,
+W

MAS ESTÁ NA BÍBLIA?


domingo, 24 de março de 2013

MARIA DE TODOS NÓS


Muitos fatos inéditos envolvem a escolha do novo Papa da Igreja Católica, eleito semana passada. Primeiro, ele é sul-americano. Segundo, é jesuíta. Terceiro, escolheu o nome Francisco. Eu tremi ao ouvir suas primeiras palavras no posto, pronunciadas no balcão da basílica de São Pedro. Esse homem de 76 anos é o pastor-mor de uma nação de mais de um bilhão de seguidores, espalhados pelos quatro cantos do mundo. A cidadania de cada um não se deve a uma certidão de nascimento, mas sim a uma decisão pessoal, uma confissão de fé. Que fé é essa? Para o mundo, a fé cristã. Para os católicos, a única e verdadeira fé cristã. Para a grande maioria dos evangélicos, uma aberração, a fachada de uma igreja apóstata.

Entrei na minha página da Facebook e expressei um desejo: que Deus guiasse o novo Papa. Assim como oramos por chefes de Estado, conforme a Bíblia nos orienta a fazer, levantei uma oração por esse homem, que assume um fardo inimaginável. Afinal, o seu jugo não será leve. Terá de lidar com a corrupção da cúria do Vaticano e enfrentar o problema de pedofilia entre sacerdotes.

Claro que fiquei um pouco triste quando disse que, entre as suas primeiras tarefas, ele estaria orando para Maria. Esse é o maior muro que divide as duas tradições — católica e protestante —, pelo menos na prática. Para mim, o muro principal é outro. O muro ao qual me refiro vai muito mais fundo e diz respeito a natureza da fé e da salvação (assunto para outro dia). Mas, em todo caso, no conceito evangélico quase universal, o problema com os católicos reside na idolatria de Maria e dos santos.

Não há dúvida de que temos as nossas idolatrias também. Mas, nessa corrida de idólatras, eles estão 1.500 anos na dianteira. E, embora haja razões históricas que levaram a isto, nada desculpa o que acabou sendo abraçado pela nação Católica Romana no que diz respeito à mãe de Jesus.

Só que Maria não é um palavrão. Nem, tampouco, uma entidade do mal.

Sabemos que nos séculos 5 e 6, o culto à divindade Diana foi incorporado pela Igreja de Roma, numa espécie de acomodação cultural. Com isso, as imagens da deusa foram mescladas à pessoa da mãe de Jesus. Assim como o culto ao Sol foi misturado à celebração do nascimento de Jesus — o que levou à criação da festa de Natal —, esse sincretismo criou muita confusão. O resultado é que essa fusão de paganismo e cristianismo gerou aberrações de doutrina.

E não é só isso. Na briga pela doutrina da divindade de Jesus, Maria recebeu o título de “mãe de Deus” e não “mãe de Jesus”. Como diz o ditado popular, a emenda ficou pior do que o soneto. Ao tentar afirmar a divindade de Jesus, acabaram mesclando a humanidade de Maria com o divino. Ao longo dos séculos, a natureza humana, irremediavelmente idólatra, levou a situação de mal a pior, até que surgiu a doutrina de Maria como “corredentora”. Heresia!

Mas Maria não é culpada de nada disso. A jovem judia se submeteu à vontade do Espírito Santo. De fato ela é “bendita entre as mulheres” (Lc 1.42). As gerações a chamaram, e devem continuar a chamá-la, de “bem-aventurada”, pois o Senhor fez grandes coisas em seu favor.

Não devemos adorá-la. Devemos, no entanto, admirar a mãe do nosso Senhor. Não devemos orar para ela, pois Cristo é o único intercessor entre nós e o Pai. Ele nos ensinou a orar diretamente para a primeira pessoa da Trindade. Não precisamos pedir a intercessão da mãe de Jesus, nem tampouco dos mártires de outrora. Podemos entrar na presença do Pai com ousadia, sem a necessidade de que alguém nos represente, senão aquele que é o caminho, Jesus, e que continua a fazer intercessão perpétua em nosso favor, junto com o Espírito Santo (Rm 8).

Não saúdo Maria. Ela faleceu e está com o seu Senhor. Não saúdo também qualquer outro que já tenha partido desta vida. Mas convém que a tenhamos em grande estima. Sua memória é uma inspiração. Não sou filho de Maria. Sou filho de Deus somente, e isso por causa de Jesus.

Com todas essas ressalvas, ouso dizer: Maria ainda é de todos nós.

Na paz,
+W